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Richard Westphal Brighenti

Gostaria de primeiramente me apresentar. Sou Richard Westphal Brighenti, brasileiro, casado, natural de Lauro Muller/SC, quarenta e três anos e pai de duas filhas lindas. Sou Formado em Ciência da Computação, pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios, no mercado da cerveja me formei sommelier pela Doemens Akademie, importante escola alemã de sommelieria, sou cervejeiro desde 2009, juiz de cervejas e professor de cervejas em alguns cursos, recém habilitado como professor pela VLB – Berlin, centenária e a mais importante escola do gênero que formou a primeira turma de professores fora da Alemanha em 2020 no Brasil.
Em 2013 junto com meus dois cunhados, elaboramos sete planos de negócios para empreender em uma atividade, como eu já era cervejeiro caseiro acerca de quatro anos, um destes sete estudos veio a ser empreender em uma cervejaria, fazer cervejas. Empreendemos em algumas atividades simultaneamente e apesar de também fazer uma pequena cervejaria, ela iria se tornar pouco tempo mais tarde na opção que depositaríamos todo nosso trabalho e investimento.

Foi e tem sido uma trajetória de bastante desafios e aprendizados, o mercado oscilou muito desde que entramos nele, nos adaptamos e principalmente aprendemos muito. Olhando em retrospectiva, de forma sucinta eu entendo porque conseguimos obter êxito porque começamos com uma equipe pequena, mas muito competente, os cunhados Ricardo e Eduardo eram administração e gestão respectivamente, enquanto eu conseguia ser criativo e agregador em um mercado cada vez mais mainstream.

Sempre gostei muito de escrever, fui seminarista e catequista quando mais jovem, e sou professor universitário e em cursos de formação continuada. Fui provocado pela esposa em escrever sobre a nossa história, quando percebi que tínhamos materiais suficientes para um livro. Eu nunca havia escrito um, não sabia o tempo que seria necessário, nem tão pouco como funciona o mercado editorial. Formatar o material naquele momento era apenas uma questão de não deixar escapar a nossa trajetória. Somos uma cervejaria inventiva, desenvolvemos cervejas com muitos ingredientes, valorizando o locavorismo, temos passion points geográficos, valorizamos a cultura local, inserimos ingredientes brasileiros como guaraná, cumaru, baru, uva goethe, jabuticaba, feijoa, usamos madeiras brasileiras. Somos protagonistas na cerveja do tipo Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro, em que somos os mais relevantes em produção (consequentemente vendas) e premiações com cervejas do estilo, inclusive internacionalmente. Também é da nossa cervejaria a cerveja mais premiada do Brasil nos últimos anos, chamada Carvoeira em homenagem a região carbonífera em que estamos, ela é a mais premiada em 2017, 2018 e 2019, e no momento desta escrita, ela há dois dias atrás recebeu outra premiação em Blumenau. Ela foi premiada em 11 países, dos quais alguns sou convidado esporadicamente para participar como juiz de cervejas em concursos do gênero e palestrante. Também pela Carvoeira e outras cervejas de personalidade é que nos fizeram exportar cervejas para os EUA, Portugal, Paraguai e Itália.

Iniciamos o negócio com sete funcionários e muitos desafios. Hoje somos mais de cinquenta funcionários e muito possivelmente terminaremos o ano de 2021 com mais de oitenta, mesmo em um período de Covid onde as empresas estão em downsizing.

O mercado de cervejas no Brasil cresceu e continuará crescendo. Nos últimos anos o número de cervejarias no Brasil passou de trezentas para mais de duas mil no último ano. O público consumidor está cada vez mais bem informado, a ponto de 2017 o termo “o que é lúpulo” ter sido o terceiro termo mais acessado nos buscadores na internet. Também foi a nossa cervejaria a criadora da primeira cerveja comercial usando lúpulos nacionais beneficiados e utilizados em uma cerveja comercial de linha e devidamente pasteurizada e comercializada nacionalmente, a Green Belly.

A nossa cervejaria possui uma história empreendedora muito grande, admirada no meio por quem conhece o mercado com mais atenção e também conseguimos êxito com o público geral que apenas tem contato com a cervejaria através das embalagens.
A Argentina para mim é muito receptiva. Fomos por duas vezes a Cervejaria do Ano no importante concurso South Beer Cup e curiosamente em 2017 em Mar del Plata e 2019 na capital Buenos Aires, já palestrei quatro ou cinco vezes em eventos, julguei concursos na capital Buenos Aires, estive na Oktoberfest em Vila General Belgrano, fiz cervejas colaborativas com a Penon, com a remota Jerome em Poterrilos, estivemos no Festival Juguetes Perdidos. Na nossa festa de aniversário em Lauro Muller, recebemos alguns argentinos para celebrar conosco. Essa admiração mútua me espanta, porque com exceção ao Festival da Juguetes, nunca vendemos uma só garrafa se quer neste país.

Eu reconheço a Argentina pela sua gente forte e valente, pelo futebol, pelas boas cervejas e pela amizade que conquistei de inúmeras pessoas das quais eu pude conviver por um tempo.
Escrevi um livro chamado Fazemos Cervejas, disponível apenas no Brasil por enquanto. E a partir de agora será um prazer escrever sobre cerveja para este importante veículo. Estou muito entusiasmado por isto.
De modo geral, agradeço a valorosa atenção de vocês comigo até aqui.
Espero que estejam bem.
Cordial abraço.

Richard Westphal Brighenti
Cervejeiro, sommelier, chocolatier e escritor.

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